terça-feira, 10 de julho de 2012

A VERDADE JULGA

A VERDADE É MELHOR, em Mt: 10-26 nos diz: Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a se tornar conhecido. Vigia crente, espera só o tempo de Deus que você terá a sua resposta. A VERDADE JULGA. Ao mesmo tempo, a palavra de Jesus é uma advertência, para todo aquele que se aproveita das trevas para fazer o que não faz sob o claro teto da luz. Há justiça porque há um Juiz que é justo, Deus, nosso Senhor. Ele julga os povos (Salmo 7.8). Há dois temas recorrentes nos salmos -- este livro em que as almas se derramam -- e são: a injustiça humana, em suas várias manifestações, e a justiça de Deus, em sua cristalina certeza. Os poetas bíblicos se alimentam de uma convicção para tocarem suas vidas: "Ele mesmo julga o mundo com justiça; governa os povos com retidão" (Salmo 9.8; 98.9). O horizonte da liberdade deve considerar a responsabilidade. "Alegre-se, jovem -- diz um sábio antigo -- na sua mocidade! Seja feliz o seu coração nos dias da sua juventude! Siga por onde seu coração mandar, até onde a sua vista alcançar; mas saiba que por todas essas coisas Deus o trará a julgamento" (Eclesiastes 11.9). Jesus é apresentado pelos apóstolos como o crivo (diríamos, a lei, a Constituição) pelo qual todos compareceremos diante de um "Pai que julga imparcialmente as obras de cada um" (1Pedro 1.17). Paulo garante que Deus julgará "os segredos dos homens, mediante Jesus Cristo" (Romanos 2.16). É sempre estranha ao homem a idéia de julgamento. O homem natural anseia pela liberdade, mas tem horror à responsabilidade. No entanto, transportado para o final dos tempos o autor bíblico descreveu o que viu: "o mar entregou os mortos que nele havia, e a morte e o Hades entregaram os mortos que neles havia; e cada um foi julgado de acordo com o que tinha feito" (Apocalipse 20.13). Tudo isto nos ajuda a conviver diante da maldade dos outros. Enquanto isto, convivemos com a justiça e com a injustiça, com o crime compensando e com o crime sendo castigado. É certo que muitos se deixam levar pela certeza da impunidade (provável em alguns casos, mas não certa em todos) ou pela leveza da pena. Mesmo num mundo injusto, em que "o ímpio aceita às escondidas o suborno para desviar o curso da justiça" (Provérbios 17.23), de vez em quando vemos num relance a justiça, mesmo que injusta, como é próprio dos homens. Eu me lembro disso quando vejo um corrupto, antes um senador, ou ministro ou governador que dava as cartas, saindo de uma casa algemado em direção a um presídio, onde ficará algumas horas... Conforta saber que mesmo que o sistema judiciário não o deixe na cadeia e mesmo que não pague pelo que fez, sua corrupção deixou o esconderijo. Agora todos sabem que ele realmente é: corrupto. Está às claras, não mais às escondidas, o que ele é: corrupto. Por: ISRAEL BELO DE AZEVEDO

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