A Vara Cível da cidade de Prado, na Bahia, terá que julgar um caso de
um pastor da igreja Assembleia de Deus que foi afastado do cargo sem
justificativa depois de atuar por mais de 30 anos exercendo a atividade
pastoral em diversas cidades do estado.
O autor da ação pede
indenização por danos morais e materiais que terão que ser pagas, caso o
juiz assim determine, pela Convenção Estadual das Assembleias de Deus
da Bahia.
Antes de chegar à Vara Civil, o processo passou pela
Vara do Trabalho de Itamaraju e também pela Segunda Seção do Superior
Tribunal de Justiça (STJ). A troca de varas aconteceu porque para a
Justiça o caso não é trabalhista, mas cível.
“A pretensão do autor não apresenta como pano de fundo relação de
emprego. Na verdade, o autor aponta como fundamento o fato de ter sido
desligado da igreja sem nenhuma explicação e ainda o fato de que, ao
contrário do que normalmente ocorre, seu afastamento não foi fruto de
deliberação pela Assembleia, mas sim da decisão de dois pastores”,
sustentou o juízo trabalhista de Itamaraju.
De acordo com o pastor
que foi dispensado, o único motivo que poderia ter feito com que dois
pastores escolhessem por desligá-lo seria o término de seu casamento.
Para o autor da ação indenizatória, o divórcio é um assunto de sua vida
particular e não poderia ser usado para desqualificá-lo de seus
trabalhos como pastor.
O ministro Raul Araújo acredita que
trata-se de um processo ligado à política interna da Assembleia de Deus.
“A ação proposta não tem causa de pedir e pedidos fundados em eventual
relação de trabalho entre as partes. Em momento algum da inicial o autor
afirma ter relação de trabalho com a ré, assim como não postula o
pagamento de verba de natureza trabalhista”. Cabe agora à Vara Cível
decidir o caso. Com informações STJ.
Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/pastor-assembleia-deus-justica-indenizacao/
SOU OBREIRO DA IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS CANAÃ, E A CADA DIA ME CONSAGRO PARA SERVIR A ESSE DEUS MARAVILHOSO.
terça-feira, 16 de abril de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Arcebispo de Edimburgo renuncia após ser acusado de "actos impróprios"
Cardeal Keith O'Brien não vai ao conclave, deixando Reino Unido sem
representante. Acusações contra o arcebispo foram feitas por três padres
e um antigo sacerdote e remontam à década de 1980.
O cardeal Keith O'Brien anunciou a renúncia ao cargo de arcebispo de Edimburgo, o mais alto da hierarquia católica no Reino Unido, um dia depois de terem sido reveladas suspeitas de que cometeu “actos impróprios” com quatro jovens sacerdotes há mais de 30 anos – acusação que ele nega.
A verdade é que a saída precipitada de O'Brien acontece um dia depois de o jornal Observer ter noticiado que, no início deste mês, três padres e um antigo sacerdote da diocese de St Andrews e Edimburgo entregaram uma carta ao núncio apostólico denunciando “comportamentos impróprios” de que terão sido alvo por parte de O'Brien.
A primeira acusação data de 1980. O queixoso era um jovem seminarista do St. Andrews College, demasiado atemorizado para denunciar os actos daquele que considerava o seu “director espiritual”, conta o Observer. Abandonou a vida de seminarista dizendo que tinha decidido casar, quando O’Brien foi promovido a bispo. “Sabia que ele teria sempre poder sobre mim. Pensou-se que eu tinha desistido de ser padre para casar. Não foi. Fi-lo para preservar a minha integridade", disse ao jornal.
Outros três sacerdotes dizem ter sido vítimas, em ocasiões distintas, de “contactos impróprios” da parte do prelado que usaria quase sempre como pretexto para a abordagem as orações da noite.
“Por todo o bem que pude fazer, agradeço a Deus. Por qualquer falha, peço perdão a quem possa ter ofendido”, escreve o cardeal na missiva de despedida, em que não faz referência directa às acusações, mas explica que não participará já no conclave para “que as atenções da imprensa não estejam centradas em mim, mas no Papa Bento XVI e no seu sucessor”.
O seu afastamento representa um golpe para a Igreja da Escócia, o centro católico do Reino Unido, e um novo revés para Bento XVI que, depois de um pontificado marcado pelo escândalo de pedofilia, vê os seus últimos dias como Papa serem marcados por notícias envolvendo o nome de vários sacerdotes, incluindo a denúncia de assédio sexual contra o ex-bispo auxiliar de Lisboa e actual delegado do Conselho Pontifício da Cultura no Vaticano, D. Carlos Azevedo.
Fonte: http://www.publico.pt/mundo/noticia/arcebispo-de-edimburgo-renuncia-apos-ser-acusado-de-actos-improprios-1585688
O cardeal Keith O'Brien anunciou a renúncia ao cargo de arcebispo de Edimburgo, o mais alto da hierarquia católica no Reino Unido, um dia depois de terem sido reveladas suspeitas de que cometeu “actos impróprios” com quatro jovens sacerdotes há mais de 30 anos – acusação que ele nega.
O pedido de afastamento foi
transmitido ao Vaticano que, pouco depois de a BBC noticiar a renúncia,
confirmava que Bento XVI a aceitara. O'Brien não irá já participar no
conclave do próximo mês, deixando o Reino Unido sem um único
representante entre os eleitores do novo Papa.
Na carta tornada
pública, o cardeal afirma que já tinha apresentado o pedido de renúncia
há alguns meses, devido à saúde frágil e ao facto de completar em Março
os 75 anos previstos como idade limite para os prelados. No entanto,
ainda na última sexta-feira O'Brien falara à BBC sobre a sua
participação no conclave e a responsabilidade “aterradora” de eleger um
novo Papa.A verdade é que a saída precipitada de O'Brien acontece um dia depois de o jornal Observer ter noticiado que, no início deste mês, três padres e um antigo sacerdote da diocese de St Andrews e Edimburgo entregaram uma carta ao núncio apostólico denunciando “comportamentos impróprios” de que terão sido alvo por parte de O'Brien.
A primeira acusação data de 1980. O queixoso era um jovem seminarista do St. Andrews College, demasiado atemorizado para denunciar os actos daquele que considerava o seu “director espiritual”, conta o Observer. Abandonou a vida de seminarista dizendo que tinha decidido casar, quando O’Brien foi promovido a bispo. “Sabia que ele teria sempre poder sobre mim. Pensou-se que eu tinha desistido de ser padre para casar. Não foi. Fi-lo para preservar a minha integridade", disse ao jornal.
Outros três sacerdotes dizem ter sido vítimas, em ocasiões distintas, de “contactos impróprios” da parte do prelado que usaria quase sempre como pretexto para a abordagem as orações da noite.
“Por todo o bem que pude fazer, agradeço a Deus. Por qualquer falha, peço perdão a quem possa ter ofendido”, escreve o cardeal na missiva de despedida, em que não faz referência directa às acusações, mas explica que não participará já no conclave para “que as atenções da imprensa não estejam centradas em mim, mas no Papa Bento XVI e no seu sucessor”.
O seu afastamento representa um golpe para a Igreja da Escócia, o centro católico do Reino Unido, e um novo revés para Bento XVI que, depois de um pontificado marcado pelo escândalo de pedofilia, vê os seus últimos dias como Papa serem marcados por notícias envolvendo o nome de vários sacerdotes, incluindo a denúncia de assédio sexual contra o ex-bispo auxiliar de Lisboa e actual delegado do Conselho Pontifício da Cultura no Vaticano, D. Carlos Azevedo.
Fonte: http://www.publico.pt/mundo/noticia/arcebispo-de-edimburgo-renuncia-apos-ser-acusado-de-actos-improprios-1585688
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Pagamento de direitos autorais sobre músicas de artistas executadas nas igrejas gera polêmica
De acordo com a Lei Federal 9.610/1998, é necessário obter permissão do proprietário antes de imprimir, arranjar, projetar ou reproduzir qualquer música.
Logo, para utilizá-las da maneira correta, seria necessário entrar em
contato com todos os proprietários das músicas utilizadas em sua igreja.
Por esta razão, a CCLI
(Christian Copyright Licencing, Inc)
entidade que trabalha com o licenciamento de direitos autorais relacionados com igrejas e músicos cristãos criou a Licença de Direitos Autorais. Em
outras palavras, músicas de artistas gospel, por exemplo, que são
comumente executadas em igrejas evangélicas devem ser taxadas, pois
pertencem à quem as registrou.
Apesar de a CCLI já
atuar no Brasil desde 2008, os questionamentos em torno de seu trabalho
tomaram grandes proporções depois que o bispo Walter McAlister, líder da Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida, trouxe a público seu descontentamento com uma carta da entidade que sua igreja recebeu alertando sobre a sua regularização quanto ao pagamento de direitos autorais, que deveria ser feito através da entidade.
O mesmo diz compreender as questões autorais, mas questiona se as
igrejas são instituições com fins lucrativas, pois, segundo ele, neste
caso a cobrança seria justa:
"Igreja é um empreendimento com fins lucrativos? Não – segundo a definição do próprio Estado brasileiro. Ela goza de certos privilégios, na compreensão de que a sua atividade é religiosa, devota e piedosa e, sendo assim, sem fins lucrativos. Que muitos “lucram” em nome da Igreja ninguém duvida. Mas, em termos estritamente definidos pela legislação, não é um empreendimento que tenha como finalidade o lucro." ( Bispo Walter McAlister)
Gerou-se então uma
grande polêmica a respeito do fato em que as igrejas terias que pagar
para executar músicas dos chamados artistas gospel nos seus templos.
Muitos defendem que as igrejas voltem a se restringir às músicas dos
hinários harpa cristã e cantor cristão, que não são de artistas.
Nessa tabela A CCLI
especifica valores que são cobrados pelos serviços de acordo com a
quantidade de membros que as igrejas possuem:
A CCLI buscou esclarecer no seu site a situação, explicando que essa
seria solução fácil e acessível para que as igrejas possam reproduzir,
arranjar e gravar músicas do jeito certo e sem ter que se preocupar em
obter uma autorização de uso de cada um dos autores das músicas
utilizadas.
Por: Gospel @tualidades
Por: Gospel @tualidades
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
POR QUE OS JUDEUS E OS ÁRABES/MULÇUMANOS SE ODEIAM?
Primeiro, é importante entender que nem todos os árabes são muçulmanos,
e nem todos os muçulmanos são árabes. Enquanto a maioria dos árabes é muçulmana,
há muitos árabes não-muçulmanos. Além disso, há significantemente mais
muçulmanos não-árabes (em áreas como a Indonésia e a Malásia) do que muçulmanos
árabes. Segundo, é importante lembrar que nem todos os árabes odeiam os judeus,
que nem todos os muçulmanos odeiam os judeus, e que nem todos os judeus odeiam
os árabes e os muçulmanos. Nós devemos ter o cuidado de não estereotipar as
pessoas. No entanto, dito isso, falando em sentido geral, árabes e muçulmanos
têm desgosto e desconfiança dos judeus, e vice-versa.
Se há uma explicação bíblica explícita para esta animosidade, ela remonta aos tempos de Abraão. Os judeus são descendentes de Isaque, filho de Abraão. Os árabes são descendentes de Ismael, também filho de Abraão. Sendo Ismael filho de uma mulher escrava (Gênesis 16:1-6) e Isaque sendo o filho prometido que herdaria as promessas feitas a Abraão (Gênesis 21:1-3), obviamente haveria alguma animosidade entre os dois filhos. Como resultado das provocações de Ismael contra Isaque (Gênesis 21:9), Sara disse para Abraão mandar embora Agar e Ismael (Gênesis 21:11-21). Isto causou no coração de Ismael ainda mais contenda contra Isaque. Um anjo até profetizou a Agar que Ismael viveria em hostilidade contra todos os seus irmãos (Gênesis 16:11-12).
A religião do Islã, à qual a maioria dos árabes é aderente, tornou essa hostilidade mais profunda. O Alcorão contém instruções de certa forma contraditórias para os muçulmanos em relação aos judeus. Em certo ponto, ele instrui os muçulmanos a tratar os judeus como irmãos, mas em outro ponto, ordena que os muçulmanos ataquem os judeus que se recusam a se converter ao Islã. O Alcorão também introduz um conflito sobre o qual filho de Abraão era realmente o filho da promessa. As Escrituras hebraicas dizem que era Isaque. O Alcorão diz que era Ismael. O Alcorão ensina que foi Ismael a quem Abraão quase sacrificou ao Senhor, não Isaque (em contradição a Gênesis capítulo 22). Este debate sobre quem era o filho da promessa contribui para a hostilidade de hoje em dia.
No entanto, a antiga raiz de hostilidade entre Isaque e Ismael não explica toda a hostilidade entre os judeus e os árabes de hoje. Na verdade, por milhares de anos durante a história do Oriente Médio, os judeus e os árabes viveram em relativa paz e indiferença entre si. A causa primária da hostilidade tem uma origem moderna. Após a Segunda Guerra Mundial, quando as Nações Unidas deram uma porção da terra de Israel para o povo judeu, a terra na época era habitada principalmente por árabes (os palestinos). A maioria dos árabes protestou veementemente contra o fato da nação de Israel ocupar aquela terra. As nações árabes se uniram e atacaram Israel em uma tentativa de exterminá-los da terra – mas eles foram derrotados por Israel. Desde então, tem havido grande hostilidade entre Israel e seus vizinhos árabes. Se você olhar num mapa, Israel tem uma pequena faixa de terra e está cercado por nações árabes muito maiores, como a Jordânia, a Síria, a Arábia Saudita, o Iraque e o Egito. O nosso ponto de vista é que, biblicamente falando, Israel tem o direito de existir como uma nação em sua própria terra – Deus deu a terra de Israel aos descendentes de Jacó, neto de Abraão. Ao mesmo tempo, nós acreditamos que Israel deveria buscar a paz e mostrar respeito pelos seus vizinhos árabes. Salmos 122:6 declara: “Orai pela paz de Jerusalém! Sejam prósperos os que te amam.”
Por: Got Questions
Se há uma explicação bíblica explícita para esta animosidade, ela remonta aos tempos de Abraão. Os judeus são descendentes de Isaque, filho de Abraão. Os árabes são descendentes de Ismael, também filho de Abraão. Sendo Ismael filho de uma mulher escrava (Gênesis 16:1-6) e Isaque sendo o filho prometido que herdaria as promessas feitas a Abraão (Gênesis 21:1-3), obviamente haveria alguma animosidade entre os dois filhos. Como resultado das provocações de Ismael contra Isaque (Gênesis 21:9), Sara disse para Abraão mandar embora Agar e Ismael (Gênesis 21:11-21). Isto causou no coração de Ismael ainda mais contenda contra Isaque. Um anjo até profetizou a Agar que Ismael viveria em hostilidade contra todos os seus irmãos (Gênesis 16:11-12).
A religião do Islã, à qual a maioria dos árabes é aderente, tornou essa hostilidade mais profunda. O Alcorão contém instruções de certa forma contraditórias para os muçulmanos em relação aos judeus. Em certo ponto, ele instrui os muçulmanos a tratar os judeus como irmãos, mas em outro ponto, ordena que os muçulmanos ataquem os judeus que se recusam a se converter ao Islã. O Alcorão também introduz um conflito sobre o qual filho de Abraão era realmente o filho da promessa. As Escrituras hebraicas dizem que era Isaque. O Alcorão diz que era Ismael. O Alcorão ensina que foi Ismael a quem Abraão quase sacrificou ao Senhor, não Isaque (em contradição a Gênesis capítulo 22). Este debate sobre quem era o filho da promessa contribui para a hostilidade de hoje em dia.
No entanto, a antiga raiz de hostilidade entre Isaque e Ismael não explica toda a hostilidade entre os judeus e os árabes de hoje. Na verdade, por milhares de anos durante a história do Oriente Médio, os judeus e os árabes viveram em relativa paz e indiferença entre si. A causa primária da hostilidade tem uma origem moderna. Após a Segunda Guerra Mundial, quando as Nações Unidas deram uma porção da terra de Israel para o povo judeu, a terra na época era habitada principalmente por árabes (os palestinos). A maioria dos árabes protestou veementemente contra o fato da nação de Israel ocupar aquela terra. As nações árabes se uniram e atacaram Israel em uma tentativa de exterminá-los da terra – mas eles foram derrotados por Israel. Desde então, tem havido grande hostilidade entre Israel e seus vizinhos árabes. Se você olhar num mapa, Israel tem uma pequena faixa de terra e está cercado por nações árabes muito maiores, como a Jordânia, a Síria, a Arábia Saudita, o Iraque e o Egito. O nosso ponto de vista é que, biblicamente falando, Israel tem o direito de existir como uma nação em sua própria terra – Deus deu a terra de Israel aos descendentes de Jacó, neto de Abraão. Ao mesmo tempo, nós acreditamos que Israel deveria buscar a paz e mostrar respeito pelos seus vizinhos árabes. Salmos 122:6 declara: “Orai pela paz de Jerusalém! Sejam prósperos os que te amam.”
Por: Got Questions
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
A ESCADARIA DA FÉ
"Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino,
pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das cousas
próprias de menino" (I Coríntios 13:11).
Imaginemos que no dia em que nos convertemos, Deus nos colocou diante de uma imensa escadaria e disse: “Esta é sua vida cristã, que se inicia agora. Todos os dias você deverá subir um degrau, sempre tomando o cuidado para não tropeçar e cair, não ficar muito tempo parado em um único degrau, não voltar, apenas subir e ainda ajudar àqueles que você encontrar no meio do caminho e que precisem de auxílio. Cada degrau dessa escada que você subir representa um crescimento na vida cristã, ou seja, essa escada simboliza seu amadurecimento espiritual.”
A primeira reflexão que fazemos é a seguinte: Em que patamar dessa escada nós estamos? Será que ainda nos primeiros degraus? Será que já subimos um pouco ou bastante? Será que temos demorado muito para subir cada degrau? Será que estamos parados? Será que temos ajudado aos que têm precisado de auxílio para subir? Será que todos os dias nós temos subido alguns degraus?
A principio esse texto bíblico nos parece bastante óbvios Sem dúvidas que um menino pensa e sente como menino e que um adulto faz da mesma forma como adulto. Porém, se analisarmos melhor, perceberemos que existem dois ensinamentos bastante práticos para nossa vida.
Primeiro, somos jovens, porém adultos, e devemos deixar de viver a vida como se fôssemos crianças. Devemos assumir nossas responsabilidades, estar sempre conscientes das conseqüências de nossos atos, pensar melhor antes de agir, tomar atitudes e falar.
Algumas de nossas atitudes têm, às vezes, demonstrado falta de maturidade como pessoas. Na maioria das vezes gostamos de ser tratados como adultos, mas não temos agido como tais.
Pense em algumas atitudes que você às vezes toma e que demonstra quanto você precisa amadurecer. É hora de encararmos a vida e vivermos com responsabilidade e seriedade.
A segunda lição prática é que tudo isso que foi dito acima também é aplicado à nossa vida cristã. O Apóstolo Paulo nos chama a atenção para a importância de amadurecimento espiritual. Muitos de nós temos entre dezoito a vinte e cinco anos, porém já somos cristãos há quatro, cinco anos ou até mais, porém continuamos verdadeiras crianças na vida espiritual.
Freqüentamos a igreja, somos assíduos aos cultos, às reuniões, mas continuamos vazios, como se fôssemos sacos furados, onde tudo o que é colocado, em poucos minutos é perdido. Da mesma forma que entramos na igreja, saímos. Tudo isso é fruto de nossa imaturidade espiritual. Uma pergunta: O que temos ido buscar na igreja?
A mensagem de Paulo, através desses versículos, é que nossa vida espiritual é como escadas, onde, todos os dias, devemos procurar subir alguns degraus. No entanto, às vezes além de não subirmos, temos impedido outras pessoas de subir. Pense em alguma coisa que você já fez ou falou, a qual prejudicou o convívio cristão na igreja.
Se nossa caminhada espiritual não evidenciar, a cada dia, uma busca por novidade de vida, não adianta nada ficarmos tanto tempo dentro de uma igreja; será perda de tempo (I Coríntios 5:17)
Reflitamos, por alguns instantes, sobre algumas atitudes que tomamos e que demonstram nossa criancice espiritual.
Todas as vezes que adentramos o templo, devemos estar ansiosos por algo que contribua para nosso crescimento espiritual; devemos estar atentos ao que é falado, buscar corrigir erros e melhorar nossa vida.
Hoje nosso acesso a Deus é livre e direto, porém parece que não enxergamos isso. Preferimos continuar com vida cristã medíocre. É interessante explicarmos que a palavra medíocre não é um xingamento, palavrão ou termo pejorativo, mas significa estar no meio. Vejamos o que a Bíblia nos diz sobre isso em Apocalipse 3:16.
Uma outra reflexão: as crianças não possuem muito equilíbrio. Nossa vida espiritual às vezes anda assim, meio desequilibrada. Qualquer coisa nos abala e nos leva ao desânimo. É alguém que olhou você torto, que o criticou, que falou mal de você. Ficamos inventando motivos para desanimar e, pior de tudo, abrindo brechas para a ação do inimigo, o qual, dessa forma, busca nos afastar de Deus.
Não permitamos que, ao chegar à velhice, olhemos para trás e percebamos as várias oportunidades de servir melhor a Deus que desperdiçamos ao longo de nossa vida.
Sejamos jovens, alegres, brincalhões, cheios de energia, porém levando a sério nosso compromisso com Deus.
Por: Heber de Godoi Carvalho
Imaginemos que no dia em que nos convertemos, Deus nos colocou diante de uma imensa escadaria e disse: “Esta é sua vida cristã, que se inicia agora. Todos os dias você deverá subir um degrau, sempre tomando o cuidado para não tropeçar e cair, não ficar muito tempo parado em um único degrau, não voltar, apenas subir e ainda ajudar àqueles que você encontrar no meio do caminho e que precisem de auxílio. Cada degrau dessa escada que você subir representa um crescimento na vida cristã, ou seja, essa escada simboliza seu amadurecimento espiritual.”
A primeira reflexão que fazemos é a seguinte: Em que patamar dessa escada nós estamos? Será que ainda nos primeiros degraus? Será que já subimos um pouco ou bastante? Será que temos demorado muito para subir cada degrau? Será que estamos parados? Será que temos ajudado aos que têm precisado de auxílio para subir? Será que todos os dias nós temos subido alguns degraus?
A principio esse texto bíblico nos parece bastante óbvios Sem dúvidas que um menino pensa e sente como menino e que um adulto faz da mesma forma como adulto. Porém, se analisarmos melhor, perceberemos que existem dois ensinamentos bastante práticos para nossa vida.
Primeiro, somos jovens, porém adultos, e devemos deixar de viver a vida como se fôssemos crianças. Devemos assumir nossas responsabilidades, estar sempre conscientes das conseqüências de nossos atos, pensar melhor antes de agir, tomar atitudes e falar.
Algumas de nossas atitudes têm, às vezes, demonstrado falta de maturidade como pessoas. Na maioria das vezes gostamos de ser tratados como adultos, mas não temos agido como tais.
Pense em algumas atitudes que você às vezes toma e que demonstra quanto você precisa amadurecer. É hora de encararmos a vida e vivermos com responsabilidade e seriedade.
A segunda lição prática é que tudo isso que foi dito acima também é aplicado à nossa vida cristã. O Apóstolo Paulo nos chama a atenção para a importância de amadurecimento espiritual. Muitos de nós temos entre dezoito a vinte e cinco anos, porém já somos cristãos há quatro, cinco anos ou até mais, porém continuamos verdadeiras crianças na vida espiritual.
Freqüentamos a igreja, somos assíduos aos cultos, às reuniões, mas continuamos vazios, como se fôssemos sacos furados, onde tudo o que é colocado, em poucos minutos é perdido. Da mesma forma que entramos na igreja, saímos. Tudo isso é fruto de nossa imaturidade espiritual. Uma pergunta: O que temos ido buscar na igreja?
A mensagem de Paulo, através desses versículos, é que nossa vida espiritual é como escadas, onde, todos os dias, devemos procurar subir alguns degraus. No entanto, às vezes além de não subirmos, temos impedido outras pessoas de subir. Pense em alguma coisa que você já fez ou falou, a qual prejudicou o convívio cristão na igreja.
Se nossa caminhada espiritual não evidenciar, a cada dia, uma busca por novidade de vida, não adianta nada ficarmos tanto tempo dentro de uma igreja; será perda de tempo (I Coríntios 5:17)
Reflitamos, por alguns instantes, sobre algumas atitudes que tomamos e que demonstram nossa criancice espiritual.
Todas as vezes que adentramos o templo, devemos estar ansiosos por algo que contribua para nosso crescimento espiritual; devemos estar atentos ao que é falado, buscar corrigir erros e melhorar nossa vida.
Hoje nosso acesso a Deus é livre e direto, porém parece que não enxergamos isso. Preferimos continuar com vida cristã medíocre. É interessante explicarmos que a palavra medíocre não é um xingamento, palavrão ou termo pejorativo, mas significa estar no meio. Vejamos o que a Bíblia nos diz sobre isso em Apocalipse 3:16.
Uma outra reflexão: as crianças não possuem muito equilíbrio. Nossa vida espiritual às vezes anda assim, meio desequilibrada. Qualquer coisa nos abala e nos leva ao desânimo. É alguém que olhou você torto, que o criticou, que falou mal de você. Ficamos inventando motivos para desanimar e, pior de tudo, abrindo brechas para a ação do inimigo, o qual, dessa forma, busca nos afastar de Deus.
Não permitamos que, ao chegar à velhice, olhemos para trás e percebamos as várias oportunidades de servir melhor a Deus que desperdiçamos ao longo de nossa vida.
Sejamos jovens, alegres, brincalhões, cheios de energia, porém levando a sério nosso compromisso com Deus.
Por: Heber de Godoi Carvalho
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
POR ONDE CAMINHA A JUVENTUDE?
Há um mundo a ser descoberto dentro de cada criança e
de cada jovem. Só não consegue descobri-lo quem está
encarcerado dentro do seu próprio mundo.
Nossa geração quis dar o melhor para as crianças e os jovens. Sonhamos grandes sonhos para eles. Procuramos dar os melhores brinquedos, roupas, passeios e escolas. Não queríamos que eles andassem na chuva, se machucassem nas ruas, se ferissem com os brinquedos caseiros e vivessem as dificuldades pelas quais passamos. Colocamos uma televisão na sala. Alguns pais, com mais recursos, colocaram uma televisão e um computador no quarto de cada filho. Outros encheram seus filhos de atividades, matriculando-os em cursos de inglês, computação, música. Tiveram uma excelente intenção, só não sabiam que as crianças precisavam ter infância, que necessitavam inventar, correr riscos, frustrar-se, ter tempo para brincar e se encantar com a vida. Não imaginavam o quanto a criatividade, a felicidade, a ousadia e a segurança do adulto dependiam das matrizes da memória e da energia emocional da criança. Não compreenderam que a TV, os brinquedos manufaturados, a Internet e o excesso de atividades obstruíam a infância dos seus filhos. Criamos um mundo artificial para as crianças e pagamos um preço caríssimo. Produzimos sérias conseqüências no território da emoção, no anfiteatro dos pensamentos e no solo da memória deles. Vejamos algumas conseqüências.
Obstruindo a inteligência das crianças e adolescentes
Esperávamos que no século XXI os jovens fossem solidários, empreendedores e amassem a arte de pensar. Mas muitos vivem alienados, não pensam no futuro, não têm garra e projetos de vida. Imaginávamos que, pelo fato de aprendermos línguas na escola e vivermos espremidos nos elevadores, no local de trabalho e nos clubes, a solidão seria resolvida. Mas as pessoas não aprenderam a falar de si mesmas, têm medo de se expor, vivem represadas em seu próprio mundo. Pais e filhos vivem ilhados, raramente choram juntos e comentam sobre seus sonhos, mágoas, alegrias, frustrações. Na escola, a situação é pior. Professores e alunos vivem juntos durante anos dentro da sala de aula, mas são estranhos uns para os outros. Eles se escondem atrás dos livros, das apostilas, dos computadores. A culpa é dos ilustres professores? Não! A culpa, como veremos, é do sistema educacional doentio que se arrasta por séculos. As crianças e os jovens aprendem a lidar com fatos lógicos, mas não sabem lidar com fracassos e falhas. Aprendem a resolver problemas matemáticos, mas não sabem resolver seus conflitos existenciais. São treinados para fazer cálculos e acertá-los, mas a vida é cheia de contradições, as questões emocionais não podem ser calculadas, nem têm conta exata. Os jovens são preparados para lidar com decepções? Não! Eles são treinados apenas para o sucesso. Viver sem problemas é impossível. O sofrimento nos constrói ou nos destrói. Deve¬mos usar o sofrimento para construir a sabedoria. Mas quem se importa com a sabedoria na era da informática? Nossa geração produziu informações que nenhuma outra jamais produziu, mas não sabemos o que fazer com elas. Raramente usamos essas informações para expandir nossa qualidade de vida. Você faz coisas fora da sua agenda que lhe dão prazer? Você procura administrar seus pensamentos para ter uma mente mais tranqüila? Nós nos tornamos máquinas de trabalhar e estamos transformando nossas crianças em máquinas de aprender.
Usando erradamente os papéis da memória
Fizemos da memória de nossas crianças um banco de dados. A memória tem esta função? Não! Veremos que durante séculos a memória foi usada de maneira errada pela escola. Existe lembrança? Inúmeros professores e psicólogos do mundo todo crêem sem sombra de dúvida que existe lembrança. Errado! Não existe lembrança pura do passado, o passado é sempre reconstruído! E bom ficarmos abalados por esta afirmação. O passado é sempre reconstruído com micro ou macrodiferenças no presente. Veremos que há diversos conceitos equivocados na ciência sobre o fantástico mundo do funcionamento da mente e da memória humana. Tenho convicção, como psiquiatra e como autor de uma das poucas teorias da atualidade sobre o processo de construção do pensamento, de que estamos obstruindo a inteligência das crianças e o prazer de viver com o excesso de informações que estamos oferecendo a elas. Nossa memória virou um depósito de informações inúteis. A maioria das informações que aprendemos não será organizada na memória e utilizada nas atividades intelectuais. Imagine um pedreiro que a vida toda acumulou pedras para construir uma casa. Após construí-la, ele não sabe o que fazer com as pilhas de pedras que sobraram. Gastou a maior parte do seu tempo inutilmente. O conhecimento se multiplicou e o número de escolas se expandiu como em nenhuma outra época, mas não estamos produzindo pensadores. A maioria dos jovens, incluindo universitários, acumula pilhas de “pedras”, mas constroem pouquíssimas idéias brilhantes. Não é à toa que eles perderam o prazer de aprender. A escola deixou de ser uma aventura agradável. Paralelamente a isso, a mídia os seduziu com estímulos rápidos e prontos. Eles tornaram-se amantes do fast food emocional. A TV transporta os jovens, sem que eles façam esforços, para dentro de uma excitante partida esportiva, para o interior de uma aeronave, para o cerne de uma guerra e para dentro de um dramático conflito policial. Esse bombardeio de estímulos não é inofensivo. Atua num fenômeno inconsciente da minha área de pesquisa, chamado de psicoadaptação, aumentando o limiar do prazer na vida real. Com o tempo, crianças e adolescentes perdem o prazer nos pequenos estímulos da rotina diária. Eles precisam fazer muitas coisas para ter um pouco de prazer, o que gera personalidades flutuantes, instáveis, insatisfeitas. Temos uma indústria de lazer complexa. Deveríamos ter a geração de jovens mais felizes que já pisaram nesta terra. Mas produzimos uma geração de insatisfeitos.
Estamos informando e não formando
Não estamos educando a emoção nem estimulando o desenvolvimento das funções mais importantes da inteligência, tais como contemplar o belo, pensar antes de reagir, expor e não impor as idéias, gerenciar os pensamentos, ter espírito empreendedor. Estamos informando os jovens, e não formando sua personalidade. Os jovens conhecem cada vez mais o mundo em que estão, mas quase nada sobre o mundo que são. No máximo conhecem a sala de visitas da sua própria personalidade. Quer pior solidão do que esta? O ser humano é um estranho para si mesmo! A educação tornou-se seca, fria e sem tempero emocional. Os jovens raramente sabem pedir perdão, reconhecer seus limites, se colocar no lugar dos outros. Qual é o resultado? Nunca o conhecimento médico e psiquiátrico foi tão grande, e nunca as pessoas tiveram tantos transtornos emocionais e tantas doenças psicossomáticas. A depressão raramente atingia as crianças. Hoje há muitas crianças deprimidas e sem encanto pela vida. Pré-adolescentes e adolescentes estão desenvolvendo obsessão, síndrome do pânico, fobias, timidez, agressividade e outros transtornos ansiosos. Milhões de jovens estão se drogando. Não compreendem que as drogas podem queimar etapas da vida, levá-los a envelhecer rapidamente na emoção. Os prazeres momentâneos das drogas destroem a galinha dos ovos de ouro da emoção. Conheci e tratei de inúmeros jovens usuários de drogas, mas não encontrei ninguém feliz. E o estresse? Não apenas é comum detectarmos adultos estressados, mas também jovens e crianças. Eles têm freqüentemente dor de cabeça, gastrite, dores musculares, suor excessivo, fadiga constante de fundo emocional. Precisamos arquivar esta frase e jamais esquecê-la: Quanto pior for a qualidade da educação, mais importante será o papel da psiquiatria neste século. Vamos assistir passivamente à indústria dos antidepressivos e tranqüilizantes se tornar uma das mais poderosas do século XXI? Vamos observar passivamente nossos filhos serem vítimas do sistema social que criamos? O que fazer diante desta problemática?
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Extraído do livro: Pais Brilhantes e Professores fascinantes. Editora: Sextante www.familiaegraca.com.br
Nossa geração quis dar o melhor para as crianças e os jovens. Sonhamos grandes sonhos para eles. Procuramos dar os melhores brinquedos, roupas, passeios e escolas. Não queríamos que eles andassem na chuva, se machucassem nas ruas, se ferissem com os brinquedos caseiros e vivessem as dificuldades pelas quais passamos. Colocamos uma televisão na sala. Alguns pais, com mais recursos, colocaram uma televisão e um computador no quarto de cada filho. Outros encheram seus filhos de atividades, matriculando-os em cursos de inglês, computação, música. Tiveram uma excelente intenção, só não sabiam que as crianças precisavam ter infância, que necessitavam inventar, correr riscos, frustrar-se, ter tempo para brincar e se encantar com a vida. Não imaginavam o quanto a criatividade, a felicidade, a ousadia e a segurança do adulto dependiam das matrizes da memória e da energia emocional da criança. Não compreenderam que a TV, os brinquedos manufaturados, a Internet e o excesso de atividades obstruíam a infância dos seus filhos. Criamos um mundo artificial para as crianças e pagamos um preço caríssimo. Produzimos sérias conseqüências no território da emoção, no anfiteatro dos pensamentos e no solo da memória deles. Vejamos algumas conseqüências.
Obstruindo a inteligência das crianças e adolescentes
Esperávamos que no século XXI os jovens fossem solidários, empreendedores e amassem a arte de pensar. Mas muitos vivem alienados, não pensam no futuro, não têm garra e projetos de vida. Imaginávamos que, pelo fato de aprendermos línguas na escola e vivermos espremidos nos elevadores, no local de trabalho e nos clubes, a solidão seria resolvida. Mas as pessoas não aprenderam a falar de si mesmas, têm medo de se expor, vivem represadas em seu próprio mundo. Pais e filhos vivem ilhados, raramente choram juntos e comentam sobre seus sonhos, mágoas, alegrias, frustrações. Na escola, a situação é pior. Professores e alunos vivem juntos durante anos dentro da sala de aula, mas são estranhos uns para os outros. Eles se escondem atrás dos livros, das apostilas, dos computadores. A culpa é dos ilustres professores? Não! A culpa, como veremos, é do sistema educacional doentio que se arrasta por séculos. As crianças e os jovens aprendem a lidar com fatos lógicos, mas não sabem lidar com fracassos e falhas. Aprendem a resolver problemas matemáticos, mas não sabem resolver seus conflitos existenciais. São treinados para fazer cálculos e acertá-los, mas a vida é cheia de contradições, as questões emocionais não podem ser calculadas, nem têm conta exata. Os jovens são preparados para lidar com decepções? Não! Eles são treinados apenas para o sucesso. Viver sem problemas é impossível. O sofrimento nos constrói ou nos destrói. Deve¬mos usar o sofrimento para construir a sabedoria. Mas quem se importa com a sabedoria na era da informática? Nossa geração produziu informações que nenhuma outra jamais produziu, mas não sabemos o que fazer com elas. Raramente usamos essas informações para expandir nossa qualidade de vida. Você faz coisas fora da sua agenda que lhe dão prazer? Você procura administrar seus pensamentos para ter uma mente mais tranqüila? Nós nos tornamos máquinas de trabalhar e estamos transformando nossas crianças em máquinas de aprender.
Usando erradamente os papéis da memória
Fizemos da memória de nossas crianças um banco de dados. A memória tem esta função? Não! Veremos que durante séculos a memória foi usada de maneira errada pela escola. Existe lembrança? Inúmeros professores e psicólogos do mundo todo crêem sem sombra de dúvida que existe lembrança. Errado! Não existe lembrança pura do passado, o passado é sempre reconstruído! E bom ficarmos abalados por esta afirmação. O passado é sempre reconstruído com micro ou macrodiferenças no presente. Veremos que há diversos conceitos equivocados na ciência sobre o fantástico mundo do funcionamento da mente e da memória humana. Tenho convicção, como psiquiatra e como autor de uma das poucas teorias da atualidade sobre o processo de construção do pensamento, de que estamos obstruindo a inteligência das crianças e o prazer de viver com o excesso de informações que estamos oferecendo a elas. Nossa memória virou um depósito de informações inúteis. A maioria das informações que aprendemos não será organizada na memória e utilizada nas atividades intelectuais. Imagine um pedreiro que a vida toda acumulou pedras para construir uma casa. Após construí-la, ele não sabe o que fazer com as pilhas de pedras que sobraram. Gastou a maior parte do seu tempo inutilmente. O conhecimento se multiplicou e o número de escolas se expandiu como em nenhuma outra época, mas não estamos produzindo pensadores. A maioria dos jovens, incluindo universitários, acumula pilhas de “pedras”, mas constroem pouquíssimas idéias brilhantes. Não é à toa que eles perderam o prazer de aprender. A escola deixou de ser uma aventura agradável. Paralelamente a isso, a mídia os seduziu com estímulos rápidos e prontos. Eles tornaram-se amantes do fast food emocional. A TV transporta os jovens, sem que eles façam esforços, para dentro de uma excitante partida esportiva, para o interior de uma aeronave, para o cerne de uma guerra e para dentro de um dramático conflito policial. Esse bombardeio de estímulos não é inofensivo. Atua num fenômeno inconsciente da minha área de pesquisa, chamado de psicoadaptação, aumentando o limiar do prazer na vida real. Com o tempo, crianças e adolescentes perdem o prazer nos pequenos estímulos da rotina diária. Eles precisam fazer muitas coisas para ter um pouco de prazer, o que gera personalidades flutuantes, instáveis, insatisfeitas. Temos uma indústria de lazer complexa. Deveríamos ter a geração de jovens mais felizes que já pisaram nesta terra. Mas produzimos uma geração de insatisfeitos.
Estamos informando e não formando
Não estamos educando a emoção nem estimulando o desenvolvimento das funções mais importantes da inteligência, tais como contemplar o belo, pensar antes de reagir, expor e não impor as idéias, gerenciar os pensamentos, ter espírito empreendedor. Estamos informando os jovens, e não formando sua personalidade. Os jovens conhecem cada vez mais o mundo em que estão, mas quase nada sobre o mundo que são. No máximo conhecem a sala de visitas da sua própria personalidade. Quer pior solidão do que esta? O ser humano é um estranho para si mesmo! A educação tornou-se seca, fria e sem tempero emocional. Os jovens raramente sabem pedir perdão, reconhecer seus limites, se colocar no lugar dos outros. Qual é o resultado? Nunca o conhecimento médico e psiquiátrico foi tão grande, e nunca as pessoas tiveram tantos transtornos emocionais e tantas doenças psicossomáticas. A depressão raramente atingia as crianças. Hoje há muitas crianças deprimidas e sem encanto pela vida. Pré-adolescentes e adolescentes estão desenvolvendo obsessão, síndrome do pânico, fobias, timidez, agressividade e outros transtornos ansiosos. Milhões de jovens estão se drogando. Não compreendem que as drogas podem queimar etapas da vida, levá-los a envelhecer rapidamente na emoção. Os prazeres momentâneos das drogas destroem a galinha dos ovos de ouro da emoção. Conheci e tratei de inúmeros jovens usuários de drogas, mas não encontrei ninguém feliz. E o estresse? Não apenas é comum detectarmos adultos estressados, mas também jovens e crianças. Eles têm freqüentemente dor de cabeça, gastrite, dores musculares, suor excessivo, fadiga constante de fundo emocional. Precisamos arquivar esta frase e jamais esquecê-la: Quanto pior for a qualidade da educação, mais importante será o papel da psiquiatria neste século. Vamos assistir passivamente à indústria dos antidepressivos e tranqüilizantes se tornar uma das mais poderosas do século XXI? Vamos observar passivamente nossos filhos serem vítimas do sistema social que criamos? O que fazer diante desta problemática?
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Extraído do livro: Pais Brilhantes e Professores fascinantes. Editora: Sextante www.familiaegraca.com.br
terça-feira, 10 de julho de 2012
A VERDADE JULGA
A VERDADE É MELHOR, em Mt: 10-26 nos diz: Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a se tornar conhecido. Vigia crente, espera só o tempo de Deus que você terá a sua resposta.
A VERDADE JULGA.
Ao mesmo tempo, a palavra de Jesus é uma advertência, para todo aquele que se aproveita das trevas para fazer o que não faz sob o claro teto da luz. Há justiça porque há um Juiz que é justo, Deus, nosso Senhor. Ele julga os povos (Salmo 7.8). Há dois temas recorrentes nos salmos -- este livro em que as almas se derramam -- e são: a injustiça humana, em suas várias manifestações, e a justiça de Deus, em sua cristalina certeza. Os poetas bíblicos se alimentam de uma convicção para tocarem suas vidas: "Ele mesmo julga o mundo com justiça; governa os povos com retidão" (Salmo 9.8; 98.9).
O horizonte da liberdade deve considerar a responsabilidade. "Alegre-se, jovem -- diz um sábio antigo -- na sua mocidade! Seja feliz o seu coração nos dias da sua juventude! Siga por onde seu coração mandar, até onde a sua vista alcançar; mas saiba que por todas essas coisas Deus o trará a julgamento" (Eclesiastes 11.9).
Jesus é apresentado pelos apóstolos como o crivo (diríamos, a lei, a Constituição) pelo qual todos compareceremos diante de um "Pai que julga imparcialmente as obras de cada um" (1Pedro 1.17). Paulo garante que Deus julgará "os segredos dos homens, mediante Jesus Cristo" (Romanos 2.16).
É sempre estranha ao homem a idéia de julgamento. O homem natural anseia pela liberdade, mas tem horror à responsabilidade. No entanto, transportado para o final dos tempos o autor bíblico descreveu o que viu: "o mar entregou os mortos que nele havia, e a morte e o Hades entregaram os mortos que neles havia; e cada um foi julgado de acordo com o que tinha feito" (Apocalipse 20.13).
Tudo isto nos ajuda a conviver diante da maldade dos outros.
Enquanto isto, convivemos com a justiça e com a injustiça, com o crime compensando e com o crime sendo castigado. É certo que muitos se deixam levar pela certeza da impunidade (provável em alguns casos, mas não certa em todos) ou pela leveza da pena.
Mesmo num mundo injusto, em que "o ímpio aceita às escondidas o suborno para desviar o curso da justiça" (Provérbios 17.23), de vez em quando vemos num relance a justiça, mesmo que injusta, como é próprio dos homens. Eu me lembro disso quando vejo um corrupto, antes um senador, ou ministro ou governador que dava as cartas, saindo de uma casa algemado em direção a um presídio, onde ficará algumas horas... Conforta saber que mesmo que o sistema judiciário não o deixe na cadeia e mesmo que não pague pelo que fez, sua corrupção deixou o esconderijo. Agora todos sabem que ele realmente é: corrupto. Está às claras, não mais às escondidas, o que ele é: corrupto.
Por: ISRAEL BELO DE AZEVEDO
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